Thursday, August 02, 2012

Briga de egos


Nomes em Vão


Sou a voz da sua chaga
Sou o fruto da sua desgraça
Sou emancipada agonia
Triste, só de quando havia
Um doce canto a me embalar

Sou rancor, pudor e desdém
Suor, balela e franqueza
Sou o espelho estilhaçado
Imagem turva de ninguém
Sou a sua chaga, amém, e além

De roto e pueril bastam seus caprichos,
Pois de tão bela perde a fala, mas que doce desgraça
Quando de uma só vez, se cala e entende de uma vez

Eu sou a doce sensação de derrota em sua vida
Eu sou a ferida aberta que te lembra daquela vadia
Eu sou a risada de fundo e a vontade de socar
E sou exatamente aquilo que queria tocar

Enxugue suas lágrimas e vá lavar o chão
Enxágüe o rosto e compreenda, “varão”
Que nada daquilo que deseja será seu
Por motivos que vão além dos olhos meus
Ou mesmo por detrás dessa sinfonia

Ó, doce menininha, que suspira alegre e feliz,
Tão sábia com suas flores e colibris
Mal sabe da verdade que te espera
Aquilo que te expurga, “desespera?”
Quando do ar, saltimbanco, grita
“Eu a amo, minha querida!”
Somente para deixá-la mais uma vez.

E se depois de todo esse escárnio
Construído em sua vida, de fato
Não for suficiente para tudo isto acabar
Te digo então: “abra esses olhos e pare de pular!”

4 comments:

.:|Ricardo|Vieira|:. said...

Tripolar. Perfeito.

.:|Ricardo|Vieira|:. said...

Tripolar. Perfeito.

Raysla Camelo said...

Tempo que eu não vinhas das terras do Monjh.

=)

June Ravenna said...

Ótimo. Incrível.