Wednesday, January 25, 2012

Pensamentos ocasionais

Há uns anos atrás assisti dois episódios de seriados policiais distintos (se é que programas televisivos com a mesma temática podem ser qualificados como distintos) onde a temática era um assassinato e, nestes episódios, tinham relação com a comunidade surdo-mudo (não necessariamente o morto era integrante direto: não lembro se era parente, médico que lidava com eles... enfim!), onde a resolução do caso era a mesma coisa: matou porque a vítima queria voltar a ouvir/iria operar alguém para voltar a ouvir. Há pouco dias vi um episódios de outro seriado policial com a mesma resolução.

Não sou ingênuo (lê-se "politicamente correto") para achar que isso não ocorra. O "cerumano" (ainda mais os que creem estar devidamente inseridos em um grupo) não é exemplo de racionalidade, e boa parte dos crimes em comunidades específicas se dá porque um de seus indivíduos crê que alguém não segue os preceitos que ele crê a ferro e fogo. Mas não é assim que o público-alvo desses seriados vê a questão: eles identificam os elementos dos seriados com suas vidas e associam as mensagem produzidas como motes para seu cotidiano. Ora, vai dizer que nunca reparou como as pessoas incorporam elementos de novelas globais em seu dia-a-dia? E esse papo de que a emissora não tem culpa disso é tão inteligente quanto dizer que mandantes políticos não tem culpa do que ocorreu na ditadura em seu país.

Gostaria de saber o que ocorreu para escreverem episódios tão específicos. Dado o idioma, sotaque dos atores e localidades retratadas, esses programas de "excelente" conteúdo (oras, também tenho o direito de me alienar com idiotices!) foram feitos nos Estados Unidos. Talvez tenha ocorrido um (ou mais) processo(s) para que as emissoras se voltem a esse público diferenciado (surdo-mudo), e essa foi a retaliação. Mas seria só especulação...

1 comment:

Juliane Gianne said...

Não sei quem é mais sumido, eu ou vc... =P