Wednesday, August 24, 2011

Algo além...

Ao todo, minha passagem soa efêmera. Razão esvai, mas não sem apetecer. Som se torna... mais que melodia. Imagens se tornam... mais que paisagem. O curto apreço... júbilo.

O homem se torna aquilo que cativa. Sua alma despojada perde espaço para algo mais sublime, se tornando uno consigo. Não é questão de poesia, é questão de coesão. É aquilo que chamamos de belo, sublime, platônico. É sair do desejar e alcançar. É ser o que busca e não refrear impulsos pelo receio do amanhã. É ter e desejar mais do que possa imaginar. É ser... completo.

Esqueça seus passatempos, seus medos e toda frustração, advindas da forma que encarou o mundo que jurou viver. Aceite-se como é e esqueça preconceitos. Abrace a forma jocosa que criou e aprenda outras maneiras de saber. Acima de tudo, aceite quem é e esqueça quem achou ser.

Um adendo, breve, é aquele que fala da solidão: "Nunca estarei sem meu eu." É... Quem sabe, com isso, deixa de bobagem e aprende a ler aquilo que escreve?

2 comments:

Izabel said...

Precisamos na vida primeiramente aceitarmos quem somos, nos amarmos... e então a partir desta base abraçar os nossos sonhos e desejos, e sem medo dos fantasmas que mtas vezes insistem em nos assombrar e atrapalhar... e quando descobrirmos o quão belo e satisfatório é não estarmos sozinhos pq "nos temos" poderemos ser e ter tudo o que quisermos, de maneira plena, completa...

Mto bom o teu texto Sr, e bem observado...

Sds...

Izabel

Nicole Nicolela said...

"O homem se torna aquilo que cativa", vou além: torna-se também o cativeiro de si, torna-se... A incoerência de ser o que o limita. Todavia, é evidente, existem homens e homens... E, meu enigma, condizente em partes com as tuas palavras, que me vestiram, é discernir o quimérico do autêntico... Perdoe-me, mas, crê, crê em um ser.. Autêntico e livre de enganos de aparências ?

Sem mais delongar, estimo suas passagens necessárias.