Monday, November 10, 2008

Como pode existir um “Eu” se existe um “Você”?

Essa questão é difícil de entender, quanto mais chegar a uma resposta desta abstração – afinal, os conceitos devem ser bem entendidos antes de tudo.

Algumas religiões animistas (e suas variações e “desenvolvimentos” – entre aspas porque cultura alguma se desenvolve, apenas se transforma segundo as tradições de cada povo - tais quais muitas correntes teológicas do oriente) pregam que o mundo é moldado e desenvolvido pela sua imagem de mundo, e que sua vontade impera sobre as coisas que são e acontecem ao seu redor e fora de sua visão. Logo, você é capaz e responsável por tudo que existe, e por toda a conseqüência disso.

Então vem a dúvida: se eu crio o mundo, e este mundo corresponde as minhas expectativas e desejos, como o mundo que você cria pode coexistir com o meu? Como aquilo que você cria, sabendo que seus paradigmas, vontades e aflições são diferentes das minhas, pode existir em um mesmo espaço físico que tudo aquilo que eu crio? Como tudo isso não entra em conflito e explode, destruindo até mesmo nossas psiques em um grande conflito pessoal e social, somente para não enumerar os vários paradoxos gerados por agrupamentos enormes de pessoas? Seria cada um de nós sozinho neste universo unitário e os outros frutos de nosso imaginário, e cada um é responsável por um universo? Então, por que não somos sempre os atores principais em nosso universo particular? Seria esta idéia vazia de objetivos, vencendo-se em sua própria inconstância?

Aí está a chave: em muitas de nossas experimentações, somos pequenos demais, medrosos demais, fracos demais para conceber coisas complexas, sistemas próprios, idéias únicas. Não conseguimos conceber felicidade que nos faça parar de procurar algo além, não conseguimos conceber paixões avassaladoras, não conseguimos conceber epifanias. Ao menos não sozinhos. Então, cada um de nós ajuda ao outro, dando-lhe novas margens de procura, novos horizontes, novas idéias. Cada um de nós busca novas soluções, novos dizeres, novas expressões. Somos complementações do outro, sempre como ajuda e guia, reforçando e remodelando o universo particular e comunitário a que pertencemos, com cada vez mais dizeres. Logo, caros amigos, a resposta é simples:

Só pode existir um “Eu” se existe um “Você”

4 comments:

{Pamina}-Monjh said...

Hum...










*rs.

IZA, A ANTIPÁTICA said...

eu vou alí pensar em algo inteligente pra comentar e volto depois...









beijomeliga!

{Pamina}-Monjh said...

mais de um mês sem atualizar...

{Amar Yasmine}_DEXPEX said...

A Iza saiu pra pensar em algo inteligente.. a Pam disse "Hum"..
O que vou dizer???
Que prefiro não comentar??... Então, deixo um abraço e um beijo!