Monday, August 18, 2008

Uma tarde comum

Uma tarde comum...como todas as outras. Frio em Belo Horizonte.

6h55. Eu e Almas Barbet já havíamos preparado tudo. Passamos a tarde ocupadas com nossas tarefas, faltava apenas 5 minutos para nosso Senhor chegar. Revisamos juntas todos os detalhes. Estava tudo ok.

Ouvimos o barulho da garagem começando a abrir. Dali até Ele nos encontrar, tínhamos 90 segundos exatos. A garagem abrir, Ele estacionar o carro, encontrar a chave da porta, seus passos fortes. Ajoelhamos em frente à porta, como todos os dias. Sorrimos cúmplices uma pra outra.

A porta abriu e O recebemos com sorrisos, beijos nas mãos e nos pés. Passamos o dia inteiro à espera desse momento.

Como de costume, Ele se dirigiu à sua poltrona favorita, onde fizemos nosso já ensaiado e querido ritual para relaxá-lo. Uma se ajoelha e tira os sapatos e as meias, e massageia Seus pés. Outra vai à cozinha, traz um suco de laranja, e se posiciona atrás da poltrona massageando seus ombros... Logo Ele nos manda as duas estarmos à sua frente, ajoelhadas. Sempre assim. Já conhecemos seus gostos e esperamos ansiosas por esse momento.

Juntas começamos a chupá-lo. Ele rege nossos movimentos e ações com as mãos em nossos cabelos...Depois que goza (em nossas bocas), manda nos beijarmos. Assim selamos nossa família. Somos irmãs.

Então pergunto: "Esta com fome, Senhor?"

E, sorrindo, Ele responde: "Estou, meninas. Das lágrimas de vocês..."

Pegando forte em nossos cabelos, uma em cada mão, levanta-se e nos leva de quatro até a casa dos fundos, especialmente preparado para esses momentos. Sem mais sorrisos pra nós.


Pamina Volanges

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Com um breve sorriso no rosto, levanto a cabeça das duas, e posiciono-as no tronco curvo. Amarrados pés na soleira, com fitas de couro liso e espalmado, e depois as mãos com o mesmo tipo de couro, porém com menor largura. As coleiras, sempre no pescoço das jovens, são trocadas por uma de couro reforçado, amarrado a dois ganchos na parede (um para cada coleira), através de uma corrente com um forte sistema de retenção de puxão – idêntico ao utilizado para segurar cães de ataque na parede de um canil.

Vou até o quarto, abro o cadeado de um pequeno baú escondido no armário. Retiro com delicadeza os itens do objeto, retiro o fundo falso e, de lá, outra chave. Deixo o baú entreaberto na cama mesmo, com os itens que antes o preenchiam do lado de fora, devidamente posicionados ao lado como "breves recordações de anos atrás". Volto à casa dos fundos isolada acusticamente, que chamo carinhosamente de "Sala de Experimentos". Fecho as duas portas que, agora, tornava a casa isolada do resto do mundo. Acendo a luz.

Com a chave, abro um armário de aspecto antigo e frágil – e que de frágil reservava apenas sua aparência antiga – e observo a disposição dos chicotes. Mandei construir aquela casa com aquele comprimento todo por um menino espaçoso: um "pequenino" chicote com alcance de "suaves" 5 metros. Mas aquele não seria seu dia. Sabia bem que as marcas daquele deveriam ser reservadas para quando viajasse e as deixasse só, para que suas marcas fossem sempre fixas na carne de suas meninas.

Retirei do armário algo que chamava carinhosamente de "rabo do Diabo", nome que aprendi com meu avô para o chicote. Retiro mais duas máscaras de couro do armário e pequenas presilhas de metal trançado – sempre tive tara pelo aço, e aquela liga de aço 316 era especial – e volto a atenção em minhas pequenas. As presilhas coloco nos dedos mindinhos dos pés de cada uma delas, totalizando quatro presilhas. As máscaras coloco no rosto de cada uma, certificando-me que o cabelo estivesse, também, todo dentro da máscara em cada uma delas. Solto dois botões na parte inferior das máscaras, liberando suas bocas, mas ainda assim deixando o nariz dentro daquele couro macio e aveludado, embora selado de ar e muito firme em seus crânios. Com o chicote em mãos (e brincado com o mesmo em breves movimentos no ar), vou para trás do tronco, retiro os óculos e começo a respirar mais profundamente.

"UM!", pronuncio, enquanto a primeira chicotada foi dada. "DOIS! TRÊS! QUATRO!", pronuncio novamente, alternando os movimentos e as cadelas a serem chicoteadas, movendo somente o pulso e braço e parte do antebraço e ombros. "CINCO! SEIS!" brando, mas estalo duas vezes o chicote no ar, apenas para me divertir com os gemidos de susto e os suspiros das duas. Volto ao armário, retirando duas velas grossas e circulares, apoiadas em uma base de metal com oito furos em cada base e duas fivelas em lados opostos em cada uma, também. Coloco as velas em cima do lombo de cada uma, e retiro das laterais e meio do tronco fivelas de couro para segurar as fivelas. "Não, não faz isso hoje" ouve em prantos uma delas – minha mente já estava entrando em delírio naquele momento e, para mim, não importavam súplicas, não importava de quem, para aquele momento. Depois de deixar as velas bem presas, vou para trás, retiro o maço do bolso, junto do isqueiro. Retiro um cigarro do maço, ascendo e depois as velas. Eu conhecia o comportamento daquela cera em específico, e sabia que ela iria demorar mais a derreter, mas em compensação... sua cera desceria por muito mais tempo, fixando-se nas nádegas delas e deixando-as bem quentes.

Curto meu cigarro por todo instante em que via a cera começar a querer derreter e, pouco depois do cigarro apagar, vejo a cera começar, suave e em formas grosseiras, escorrer em suas duas escravas. Os gemidos eram contidos, embora presentes, e tanto eu quanto elas sabíamos que aquele pequeno ritual demoraria mais alguns minutos.

Abro as duas portas, vou até a cozinha, abro a geladeira e sirvo-me de água. Bebo suavemente o copo, e acendo outro cigarro – único momento em que fumo 2 cigarros em intervalo menor que 30 segundos entre cada um. Saio da cozinha, abro as duas portas, fecho-as e continuo curtindo o momento. Sabia que a fumaça do cigarro ajudava a inebriar o ambiente e deixa-las mais relaxadas para o momento que estava por vir. E via cada vez mais a cera aderir aquelas carnes macias e juvenis.

Apago o cigarro no chão com os sapatos. Olhou fixos para aqueles corpos, levanto o "rabo do Diabo" e recomeço a chicoteá-las. Desta vez eu não contava. Elas sabiam que, nesta hora, mesmo com a dor de queimaduras brandas em suas peles, deveriam contar. Eu não me atinha aos números ali proferidos, e sim à sensação que sentia e atento a qualquer ruído semelhante à "Piedade!" da boca de alguma delas – aquela era a palavra e ponta final de que devo parar para não danificar minhas bonecas.

O suor começou a escorrer, mas não importava se pelo cansaço ou temperatura do quarto. Começo a dar pequenas risadas, e não posso esconder o sorriso do rosto. Vou com calma me divertindo com aquela sensação, e tomando fôlego no cheiro de secreções corporais de cada uma delas. Paro um instante. Apago as velas com um breve sopro. Retiro as presilhas nos dedos mindinhos. Volto à frente delas, desamarrou a máscara de Pamina. Para meu júbilo, estava chorando fortemente, olhos inchados e vermelhos. Lambo o rosto da pequenina, seguro seus cabelos e afago seu rosto. Ela sorriu de volta.

Um tapa forte em sua face e começo, com a outra mão, a abrir a calça. Enfio-lhe o caralho entre os lábios, e forçosamente obrigo-a a um boquete. Sem me importar muito com a respiração da garota, fui fazendo de forma frenética, até gozar. "Hoje ela pode me beber, o amanhã decido amanhã" sempre pensava. Deixo-as naquela posição mais alguma tempo, abro as portas, apago a luz e prendo o cão de guarda da casa, Akira.

Sento na sala e assistiu ao noticiário, enquanto ouço uma música, desta vez Vivaldi. Sirvo-me de um tira-gosto, enquanto com a outra mão faço carícias na gata, Ezna. Espero cerca de 2 horas (tempo dos noticiários que gosto de assistir duram) e volto à casa dos fundos. Abro a porta e, sem acender a luz, retiro a máscara de Almas Barbet, as velas das duas e guardou meus apetrechos no armário. Volto para dentro da casa, guardo a chave no baú, recoloco os itens, tranco a caixa e recoloco-a no armário. Volto para a casa dos fundos, retiro as amarras das duas e acendo a luz. Elas não conseguiam enxergar direito, pelo tempo no escuro, mas conseguiram me ver fitando o chão, no velho sinal de "limpem esta bagunça e deixem tudo brilhando" que eu sempre fazia.


Monjh

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Ainda meio cegas pela luz que invadia nossos olhos e com as pernas trêmulas depois daquela intensa sessão, Pamina e eu fomos imediatamente até um pequeno armário em um canto discreto da casa dos fundos, onde ficavam todos os materiais necessários para a limpeza de todos os apetrechos. Nosso Dono sempre gostou de tudo muito limpo. Pegamos o necessário para limpar tudo muito bem, e nos pusemos a obedecer aquela ordem silênciosa. Em um dado momento, enquanto Pamina e eu estávamos ajoelhadas no chão limpando, olhei para as costas dela e vi as marcas daquele dia. Imaginei como deviam estar as minhas próprias costas... Não tive muito tempo para especulações. De repente, sinto um puxão nos meus cabelos e escuto uma ordem mais enérgica Dele me mandando voltar imediatamente ao trabalho e sinto a corrêa, que antes prendia a calça em sua cintura, estalando em minha pele. Meu corpo já estava tão anestesiado de dor, que minha única reação foi abrir a boca, como que emitindo um gemido sem som. Ele não gosta de repetir a mesma ordem duas vezes, eu já deveria saber disso. E Ele inspecionava toda a limpeza bem de perto. Sério, observando cada movimento sem dizer nada. Cabia a Pamina e eu olhar para Ele de quando em quando, para ler em seu rosto se estavamos fazendo tudo do jeito certo. Depois de limpos todos os apetrechos usados naquele dia, já sabiamos que as próximas a serem limpas éramos nós mesmas, as suas bonecas. Na casa principal, Pamina e eu enchemos uma gostosa banheira, inicialmente, apenas com àgua morna para lavar bem nossos machucados. Nos sentamos lá dentro, e começamos a lavar uma a outra. Sempre sob a silênciosa e atenta vigilância Dele. Estava sempre interessado em ver como estávamos cuidando do que é Dele. Quando Pamina tocou minhas costas, uma senti uma lágrima quente rolar pelo meu rosto, mas sempre silênciosa, é claro. Pamina e eu lavávamos uma a outra com carinho e cuidado, sempre nos tocando com muita delicadeza. Mesmo quando o dono não estava, gostávamos muito daquele carinho na banheira. Era um momento de cumplicidade nosso. Ao término do nosso banho, arrumamos todo o nosso banheiro e fomos em direção a um outro banheiro que era só dele. Arrumamos tudo para um relaxante banho com massagens sabonetes e óleos especiais, tudo que ele mais gostava. Depois dos três devidamente limpos, escutamos a primeira frase em horas: "Hora do jantar, pequenas."


Almas Barbet

4 comments:

Almas Barbet said...

:]

Pamina said...

=)

Adoro.

Juliane G. said...

De tirar o fôlego, Monjh.
E um dia eu tiro fotos... ;-)
Bjs.

Amar Yasmine do AQUILIS said...

Gostei, amei e adorei! Parabéns aos três.
Me perdoem pelo tempo de ausência, mas saibam que sempre estarei com vcs.. nem que seja apenas em pensamento.
Amo vcs.. Doces besos!