Thursday, November 30, 2006

Diário da Presunção

Eu costumava ir naquele bar
Aquele mesmo velho bar
Com janelas quebradas e portas tortas,
Para acalmar minha sede por álcool

Eu costumava me sentar naquela mesa
Aquela imunda e mesma mesa
Com sua toalha rasgada,
Com sua cadeira quebrada,
Para saciar minha sede por álcool

Eu costumava rir com o dono do bar
Aquele porco mesmo, o dono do bar
Com restos de comida na barba
Com dentes podres e tortos
Para criar minha sede por álcool

Eu costumava transar com a garçonete
Aquela vesga e mesma garçonete
Dentro d’um banheiro ainda mais imundo
Em cima de uma privada ainda mais imunda
Para aumentar minha sede por álcool

Eu costumava ir àquele bar
Esquecendo sonhos e desilusões
E, inebriado pelo som d’um copo cheio,
Me juntava à fileira dos convivas locais
Para re-criar uma sede por nada

2 comments:

Bia Ferreira said...

Ah filho quem nunca escolheu um velho bar pra tomar um porre de vez em quando.. eu tenho uma lista de prediletos..
Lindo texto.. rsrs

Bom fim de semana..
PS: Bia tá meio assim assim.. mas teu template vai sair viu.. deixa só eu por algumas coisinhas no lugar.. beijocas
PS2: Por que vc não tira essa porra de verificação do palavras?? sempre me embanano toda com essa merda (e a de hoje é ótima: "ohtnjyzk"!!)!!!! vai lá configurações>comentários> e desklica a caixinha.. beijos

andre said...

vc acha q eh o bukoski?