Friday, November 06, 2009
Quem sabe, sabe. No mais, espero que isso acabe logo (mas me parece que só acabará em alguns anos).
Tuesday, November 03, 2009
E... é, isso aí.
Friday, July 31, 2009
Esquisito...
Todo mundo tem seu mundo. Sapiência, juízo, justiça e outros adjetivos são sempre características comuns, mesmo que só o criador deste mundo a veja assim. A harmonia floresce ali, nem que seja pela solidão. É realmente belo...
Eu queria plantar um jardim ali dentro, sabe? Uma flor-de-lis, um lírio, uma violeta, qualquer coisa. Talvez, se o tempo ajudasse, algo diferente de comigo-ninguém-pode. Plantar uma planta mais delicada, que exigisse cuidado, tempo e dedicação. Ao menos seria um testemunho que alguns mundos não existem só para dentro. Mas, para mim, seria uma gratificação. Algo que eu ficaria mais animado a ter e chamar de “meu”.
...
Eu já cansei de ouvir as mesmas coisas no rádio e TV. É a mesma reclamação de sempre, a mesma coisa de sempre. Se está incomodado, mude. Mas não me torre o saco.
...
Nem fodendo que vou me vestir igual um palhacinho pra divertir pessoas que não importo se respiram ou comem terra. Não vou fazer bonito só porque querem, não é assim que eu funciono. Procurem outro pra fazer de besta, eu não estou afim. Tchau, e já vai tarde.
...
Eu já notei que reclamo demais, e não acho isso ruim. O melhor: na hora eu acho que estou completamente certo (tá, e muitas vezes até depois continuo achando, mas eu sou capaz de refletir de cabeça fria e ver se estou errado)! Eu até prefiro reclamar, ao menos eu não vou preso por agressão, desacato nem nada assim. E ainda mantém minha sanidade mental, já que não fico remoendo raiva. E tem pessoas que dizem que melhor é engolir a seco. Ahã... claro, e “stress” é moda, né?
...
Hum... acho que vou cortar o cabelo...
...
Aos mais desavisados, o aviso: nunca foi meu intuito fazer sentido.
Saturday, July 25, 2009
Secret
Emilie Simon
Si tu ressuscites
Un grain de granit
Au fond de la terre
Je saurai me taire
Si tu ressuscites
Un grain de granit
Je saurai me faire petite
J'ai vu se dessiner une vipère
Je voudrais lui ressembler
Accrochée à tes larges épaules pâles
Tout ce que je sais
Restera secret
Si tu ressuscites
Un grain de granit
Au fond de la terre
Je saurai me taire
Si tu ressuscites
Un grain de granit
Je saurai me faire petite
Sunday, April 26, 2009
Etéreo
Não mais me existe essa de "mas isso quer dizer'x' coisa", pois eu cheiro a emoção latente, e não o que sua razão transmite. Eu ignoro a covardia e a traduzo em sua ações per se, e não a desculpa que dá por agir assim. Eu estou cada vez mais afastado do que se considera mundano justamente por isso, e não pretendo voltar (e não nego que volto a ter algumas ações mundanas, mas cada vez mais me afasto delas). Portanto, não pretenda que eu me comporte como um homem comum - baixo, sem espectativas e preso à banalização.
As mudanças sempre vem de maneira sutil e em determinadas parte de sua percepção de mundo e comportamento. Ela vem aos poucos para não destruir toda sua visão.
É, é uma forma a mais de viagem, de descoberta.
E não, não volto. Não mais. Acostume-se ou pule fora do barco. E a mudança é AGORA!
Tuesday, April 14, 2009
Vou ser pai!
Para os desvisados que queiram me perguntam "como aconteceu?", recomendo digitar no google "define: sexo".
Friday, December 19, 2008
Alguns dias marcam sua presença
Assistiu um pouco de TV até a comida ficar pronta, quando ela deixou-a em seu colo e ele comia vendo TV. Ela não estava com fome - como ter fome aguardando o que estava por vir? E ele comia devagar, assistindo qualquer porcaria até terminar de comer. Ela só olhava tudo, bebendo um pouco do suco e assistindo, também, à TV. E o telefone tocou.
"Alou?" Ela disse ao atender. "Não, não chegou. (...) Ah, tenta ligar mais tarde. As vezes ele está em algum bar, sem sinal no celular. (...) Tá, eu aviso que você ligou. Tchau." E desligou o telefone, voltando para o sofá. "Quem era?" ele perguntou, no que ela respondia "O 'Jaburu'", e ele continuou a comer, respondendo com um baixo "hmm...".
Ele terminou de comer, foi até a cozinha, deixou o prato sobre a pia, despejando-lhe um pouco d’água e foi ao quarto, acendendo outro cigarro e servindo-se de outro copo de suco. Ela foi à cozinha lavar a louça, tentando manter as mãos calmas. Ela pensava se iria demorar muito, imaginando o que, afinal, iria acontecer.
E, assim que terminou de lavar tudo, foi surpreendida com ele por trás, segurando-a pelos cabelos e abaixando sua calcinha para, então, levantar sua saia. Ela se surpreendeu com aquilo e as mãos dele percorriam seu corpo, de maneira forte e decisiva, deixando-a sem ar. Ela começou com um suspiro e, alguns minutos depois, já gemia alto com todo o movimento. Não só o movimento do corpo, o cheiro, os locais até onde a mão era guiada, mas ele comandava uma sinfonia e uma dança no corpo dela, deixando-a cada vez mais sem ar, como uma corda preenchendo-lhe o pescoço.
Ela já não conseguia se segurar, agitando-se freneticamente, e ele continuava sem dizer uma palavra. Ele a puxou até o sofá, onde continuou tudo que estava fazendo, mas agora com ela deitada e segurando-lhe firme as mãos. Ela já havia passado todo o estado anterior, e se engasgava com a própria respiração, com cada movimento, com cada vez que a força era levemente maior. Quando finalmente ela achava que não mais agüentaria, uma puxada dele para que ela juntasse o corpo e retomou toda a energia, onde continuaram na dança, embora, agora, em ritmo diferente.
Um tempo depois ele a virou, e ela beijou seu corpo com compulsão, deixando-se banhar na sensação e deliciando-se com o gosto daquele momento. Depois disso, ele levantou-se, deu um beijo em sua testa e sentou-se ao lado dela. Ela, já praticamente nua, somente aninhou-se em seu colo e se deixaram envolver naquele momento por mais um tempo, curtindo a ebriedade proporcionada pelos ânimos antes exaltados, agora apaziguados.
Tuesday, December 16, 2008
Bruce Dickinson - The Chemical Wedding
Not enslaved by dull control
Left to dream and roam and play
Shed the guild of former days
Walking on the foggy shore
Watch the waves come rolling home
Through the veil of pale moonlight
My shadow stretches out its hands
And so we lay
We lay in the same grave
Our chemical wedding day
And so we lay
We lay in the same grave
Our chemical wedding day
Floating in the endless blue
My seed of doubt I leave to you
Let in wither on the ground
Treat it like plague you found
All my dreams that were outside
In living colour, now alive
And all the lighthouses
Their beams converge
To guide me home
And so we lay
We lay in the same grave
Our chemical wedding day
And so we lay
We lay in the same grave
Our chemical wedding day
And so we lay
We lay in the same grave
Our chemical wedding day
And so we lay
We lay in the same grave
Our chemical wedding day
And so we lay
We lay in the same grave
Our chemical wedding day
And so we lay
We lay in the same grave
Our chemical wedding day
Monday, November 10, 2008
Como pode existir um “Eu” se existe um “Você”?
Algumas religiões animistas (e suas variações e “desenvolvimentos” – entre aspas porque cultura alguma se desenvolve, apenas se transforma segundo as tradições de cada povo - tais quais muitas correntes teológicas do oriente) pregam que o mundo é moldado e desenvolvido pela sua imagem de mundo, e que sua vontade impera sobre as coisas que são e acontecem ao seu redor e fora de sua visão. Logo, você é capaz e responsável por tudo que existe, e por toda a conseqüência disso.
Então vem a dúvida: se eu crio o mundo, e este mundo corresponde as minhas expectativas e desejos, como o mundo que você cria pode coexistir com o meu? Como aquilo que você cria, sabendo que seus paradigmas, vontades e aflições são diferentes das minhas, pode existir em um mesmo espaço físico que tudo aquilo que eu crio? Como tudo isso não entra em conflito e explode, destruindo até mesmo nossas psiques em um grande conflito pessoal e social, somente para não enumerar os vários paradoxos gerados por agrupamentos enormes de pessoas? Seria cada um de nós sozinho neste universo unitário e os outros frutos de nosso imaginário, e cada um é responsável por um universo? Então, por que não somos sempre os atores principais em nosso universo particular? Seria esta idéia vazia de objetivos, vencendo-se em sua própria inconstância?
Aí está a chave: em muitas de nossas experimentações, somos pequenos demais, medrosos demais, fracos demais para conceber coisas complexas, sistemas próprios, idéias únicas. Não conseguimos conceber felicidade que nos faça parar de procurar algo além, não conseguimos conceber paixões avassaladoras, não conseguimos conceber epifanias. Ao menos não sozinhos. Então, cada um de nós ajuda ao outro, dando-lhe novas margens de procura, novos horizontes, novas idéias. Cada um de nós busca novas soluções, novos dizeres, novas expressões. Somos complementações do outro, sempre como ajuda e guia, reforçando e remodelando o universo particular e comunitário a que pertencemos, com cada vez mais dizeres. Logo, caros amigos, a resposta é simples:
Só pode existir um “Eu” se existe um “Você”
Saturday, November 08, 2008
Carta a um alguém
Talvez sejam divagações pequenas, coisa que a maioria considera pífio ou mesmo infantil. Mas que espécie de mundo é esse onde devo deixar de ser eu mesmo somente para agradar a estrutura social? Não, obrigado, prefiro as ofensas e minha felicidade pessoal que falsidade e gente que só gosta da casca social que eu apresento. Sempre fui contra sermos algo que não acreditamos e fingir só pelo apreço dos demais - me soa fraco, covarde, sem moral. devemos ser autênticos, e esquecer falsas qualidades que só existem porque alguns são incapazes de lidar com as próprias limitações.
Não deixarei de ser essa figura arrogante, que sempre vai contra a falsa modéstia. Minha sinceridade sempre irá doer, e eu não farei questão alguma de escondê-la. Não irei fingir que não possuo qualidades somente para ser agradável, tampouco irei fingir que o que é errado é certo somente por educação. Não faz parte de mim ser falso e dissimulado, e qualquer um que me conhece bem sabe disso. Não sou um poço de sabedoria, mas a sinceridade conheço bem.
Não adianta colocarem maquiagem, roupas novas e mudar o corte de cabelo, pois boa parte da dita educação, modéstia e outras tidas "qualidades" me soam falsidade. E disso prefiro passar longe, mantendo sempre em mim a sinceridade - sim, ela dói, mas antes a verdade que confortáveis mentiras. Sempre tive asco de mentir para ser gentil. Sempre achei isso algo desprezível, defeito, fraqueza de caráter. Coisa de quem ainda tem muito a aprender sobre o que é ter maturidade, moral, ética.
Alguns consideram minha vida uma mentira, mas nada posso fazer. Apenas lamento que sejam incapazes de acreditar em mim, incapazes de acreditar em meus olhos. Infelizmente, confiamos e colocamos a mão no fogo por alguns, e estes respondem com desconfiança e intolerância. Em um mundo diverso, quem não aprende a respeitar e a conviver com as diferenças me soa estranho, embora compreensível (afinal, em relação a algumas pessoas, também sou estranho, porém compreensível - insira aqui seu sarcasmo, se for de sua preferência). Algumas coisas são, e sempre serão, estranhas a meus olhos.
Somente um lembrete: depois de muita reflexão eu consegui entender o quanto a sinceridade me anima e o quanto o fingimento me deprime e reprime. Não irei voltar a me reprimir para alegrar ninguém, e terão de aceitar que sou assim mesmo. E, pelo que parece, até o final de meus dias.
Espero ter sido bem claro, agora. Ao menos neste ponto.
Saturday, September 13, 2008
U.D.R. - Avião Brutal do Scat
Seis horas da tarde, avião comercial saindo às pressas - vontade
De ficar com minha família
O trampo é duro, mas é assim que eu sustento a minha filha
Calor, tensão, estresse
Executivo trampa muito, enche os bolsos, fica rico, mas o corpo só padece
Até parece que eu sou um figurão
Primeira classe, regada a champagne, mas não - tou na terceira
Meiando um rango que boiou na água suja a noite inteira
Rasteira.
A carne de cavalo não desceu
O caldo quente subindo na gargante, o apogeu
Tentei me segurar, mas, no fim, aconteceu
Sem muito o que fazer, vomitei no banco ao lado
Onde um velho alemão tava sentado.
Sacanagem.
Sorriu pra mim e sussurou "Wöllen sie spaz haben??"
Não sei o que ele quis dizer, mas o cara me assustou
Pôs o dedo na garganta e começou
Vomitou um lance escuro no meu colo
Pegou meu juco num copinho e deu um golo
Aeromoça, dá uma força, a maré incomodou os passageiros
Traz um pano, limpa isso, serviço ligeiro.
Já era tarde.
O anão da quinta fila acordou
Com ódio no olhar foi ao banheiro
Saiu de dentro da casinha e parou no corredor
Acordou todos no grito, abriu o cinto e arriou a sua bermuda
Pariu um alien.
Com milho pelo corpo e fedendo a rio Arruda
"Essen sie mein scheißen" - gritou o alemão
Tirou a roupa e deu um beijo no anão
Um beijo longo e molhado
A aeromoça quis correr e escorregou no chão cagado
A hora do delicioso kaviar
O alemão encheu a mão e fez a dona comer bosta até se sufocar
Regurgitar.
Pedindo arrego em nome de Jesus.
Entre a cruz e a caldeirinha, não queria reagir
Olhei pra trás e vi uma porta se abrir
Uma morena, tremenda formosura.
Com uma rola afivelada na cintura
Socou a pica no rabo do anão
Se aproximou de mim e me deu um pescoção
Tentei gritar, mas fui calado, despido e amarrado.
E agora tou aqui, jogado.
O cheiro do excremento não é bom
Queimou meus pêlos do nariz
Em alto e bom som
a morena perfeita diz:
"Atenção rapaziada
O banquete tá servido
Kaviar com milho e ovo cozido
Quem não comer, será punido
Devorem as montanhas de cocô
É relaxante como um banho de ofurô
Meu nome é Mistress Ivete
Sejam bem vindos...
ao Avião Brutal do Scat"
Eu nunca tinha visto nada assim na minha vida
Primeira classe, toda reunida
Os bem de vida, rapeize grã-fina
Brigando por um copo de urina
O corredor virou piscina e fedia
Santa maria, não me deixe sofrer
Em minha mente, um anjo dizia:
- Vai morrer. O demônio quer você
Quanto mais eu me alimentava, mais eu vomitava
Reciclava e a morena me currava
Meu cu sangrava e o da moçada também
E a putaria não parava
O negócio começou a ficar feio
E a galera aguardava no anseio
Mistress Ivete se agachou
E pôs no mundo um kaviar de um metro e meio
[REFRÃO]
Expanda sua mente, aceite um animal
Participe de uma orgia transexual
Voando pelos ares, que mal há num boquete?
Viaje no avião brutal do scat
E nessa hora o anão teve um peripaque
Viro pra um negão que tocava um atabaque
Deu um sorriso com cara de biscate
Lambeu sua pica e gritou "bukkake"
"ao ataque" disse o negão
tirando sua pica e socando no anão
um gringo se viro e disse "nuke'em"
e o alemão "kan du sperma schlucken?"
mistress Ivete tiro seu cichotão
e deu 4 chibatadas bem na testa do anão
escarro na sua cara e o anão logo se abaixa
e chupa sua pica de borracha
escracha, sua vadia mistress Ivete
e mostra pra esse anão o que é pagar boquete
as fezes pra Scathos a orgia para Seth
no avião brutal do scat
e o caviar se espalhava pelo chão
montinhos eram feitos bem maiores que o anão
chega o co-piloto com um tubo e um dilema, uhn?
Será que ta na hora do enema
Foi nessa hora que grito um mais tarado
Remove o mamilo daquele que ta amarrado
E o desespero que tomava o meu ser
Se transforma lentamente em uma forma de prazer
Beijei o alemão e deu um gosto de resina
Era sua merda misturada com benzina
Com sua boca suja e um serrote torto
Pago uma gulosa e removeu o meu escroto
Sangrava pela púbis mas morria de tesão
Com um toco de merda é que eu fiz o meu tampão
Peguei um playboyzinho pela cabeça do pau
E usei um prego torto com sonda uretral
O boy urrou de dor e eu disse "segura a onda"
Rasguei sua piroca e tirei a minha sonda
O clima de amizade então viro paixão
Peguei uma navalha e fui capar o alemão
Ele tava num canto pagando uma prum turco
Viro pra mim e disse "se fudeu já sou eunuco"
Meu rabo já queimava ta na hora de gozar
Então o piloto disse "o avião já vai pousar"
Não vou me esquecer da putaria no avião
Fui currado comi merda e dei meu cu pra um anão
Vida de executivo pra mim chega eu vou sair
To indo pra tailândia me operar ser travesti
Tuesday, September 09, 2008
Monday, August 18, 2008
Uma tarde comum
6h55. Eu e Almas Barbet já havíamos preparado tudo. Passamos a tarde ocupadas com nossas tarefas, faltava apenas 5 minutos para nosso Senhor chegar. Revisamos juntas todos os detalhes. Estava tudo ok.
Ouvimos o barulho da garagem começando a abrir. Dali até Ele nos encontrar, tínhamos 90 segundos exatos. A garagem abrir, Ele estacionar o carro, encontrar a chave da porta, seus passos fortes. Ajoelhamos em frente à porta, como todos os dias. Sorrimos cúmplices uma pra outra.
A porta abriu e O recebemos com sorrisos, beijos nas mãos e nos pés. Passamos o dia inteiro à espera desse momento.
Como de costume, Ele se dirigiu à sua poltrona favorita, onde fizemos nosso já ensaiado e querido ritual para relaxá-lo. Uma se ajoelha e tira os sapatos e as meias, e massageia Seus pés. Outra vai à cozinha, traz um suco de laranja, e se posiciona atrás da poltrona massageando seus ombros... Logo Ele nos manda as duas estarmos à sua frente, ajoelhadas. Sempre assim. Já conhecemos seus gostos e esperamos ansiosas por esse momento.
Juntas começamos a chupá-lo. Ele rege nossos movimentos e ações com as mãos em nossos cabelos...Depois que goza (em nossas bocas), manda nos beijarmos. Assim selamos nossa família. Somos irmãs.
Então pergunto: "Esta com fome, Senhor?"
E, sorrindo, Ele responde: "Estou, meninas. Das lágrimas de vocês..."
Pegando forte em nossos cabelos, uma em cada mão, levanta-se e nos leva de quatro até a casa dos fundos, especialmente preparado para esses momentos. Sem mais sorrisos pra nós.
Pamina Volanges
Com um breve sorriso no rosto, levanto a cabeça das duas, e posiciono-as no tronco curvo. Amarrados pés na soleira, com fitas de couro liso e espalmado, e depois as mãos com o mesmo tipo de couro, porém com menor largura. As coleiras, sempre no pescoço das jovens, são trocadas por uma de couro reforçado, amarrado a dois ganchos na parede (um para cada coleira), através de uma corrente com um forte sistema de retenção de puxão – idêntico ao utilizado para segurar cães de ataque na parede de um canil.
Vou até o quarto, abro o cadeado de um pequeno baú escondido no armário. Retiro com delicadeza os itens do objeto, retiro o fundo falso e, de lá, outra chave. Deixo o baú entreaberto na cama mesmo, com os itens que antes o preenchiam do lado de fora, devidamente posicionados ao lado como "breves recordações de anos atrás". Volto à casa dos fundos isolada acusticamente, que chamo carinhosamente de "Sala de Experimentos". Fecho as duas portas que, agora, tornava a casa isolada do resto do mundo. Acendo a luz.
Com a chave, abro um armário de aspecto antigo e frágil – e que de frágil reservava apenas sua aparência antiga – e observo a disposição dos chicotes. Mandei construir aquela casa com aquele comprimento todo por um menino espaçoso: um "pequenino" chicote com alcance de "suaves" 5 metros. Mas aquele não seria seu dia. Sabia bem que as marcas daquele deveriam ser reservadas para quando viajasse e as deixasse só, para que suas marcas fossem sempre fixas na carne de suas meninas.
Retirei do armário algo que chamava carinhosamente de "rabo do Diabo", nome que aprendi com meu avô para o chicote. Retiro mais duas máscaras de couro do armário e pequenas presilhas de metal trançado – sempre tive tara pelo aço, e aquela liga de aço 316 era especial – e volto a atenção em minhas pequenas. As presilhas coloco nos dedos mindinhos dos pés de cada uma delas, totalizando quatro presilhas. As máscaras coloco no rosto de cada uma, certificando-me que o cabelo estivesse, também, todo dentro da máscara em cada uma delas. Solto dois botões na parte inferior das máscaras, liberando suas bocas, mas ainda assim deixando o nariz dentro daquele couro macio e aveludado, embora selado de ar e muito firme em seus crânios. Com o chicote em mãos (e brincado com o mesmo em breves movimentos no ar), vou para trás do tronco, retiro os óculos e começo a respirar mais profundamente.
"UM!", pronuncio, enquanto a primeira chicotada foi dada. "DOIS! TRÊS! QUATRO!", pronuncio novamente, alternando os movimentos e as cadelas a serem chicoteadas, movendo somente o pulso e braço e parte do antebraço e ombros. "CINCO! SEIS!" brando, mas estalo duas vezes o chicote no ar, apenas para me divertir com os gemidos de susto e os suspiros das duas. Volto ao armário, retirando duas velas grossas e circulares, apoiadas em uma base de metal com oito furos em cada base e duas fivelas em lados opostos em cada uma, também. Coloco as velas em cima do lombo de cada uma, e retiro das laterais e meio do tronco fivelas de couro para segurar as fivelas. "Não, não faz isso hoje" ouve em prantos uma delas – minha mente já estava entrando em delírio naquele momento e, para mim, não importavam súplicas, não importava de quem, para aquele momento. Depois de deixar as velas bem presas, vou para trás, retiro o maço do bolso, junto do isqueiro. Retiro um cigarro do maço, ascendo e depois as velas. Eu conhecia o comportamento daquela cera em específico, e sabia que ela iria demorar mais a derreter, mas em compensação... sua cera desceria por muito mais tempo, fixando-se nas nádegas delas e deixando-as bem quentes.
Curto meu cigarro por todo instante em que via a cera começar a querer derreter e, pouco depois do cigarro apagar, vejo a cera começar, suave e em formas grosseiras, escorrer em suas duas escravas. Os gemidos eram contidos, embora presentes, e tanto eu quanto elas sabíamos que aquele pequeno ritual demoraria mais alguns minutos.
Abro as duas portas, vou até a cozinha, abro a geladeira e sirvo-me de água. Bebo suavemente o copo, e acendo outro cigarro – único momento em que fumo 2 cigarros em intervalo menor que 30 segundos entre cada um. Saio da cozinha, abro as duas portas, fecho-as e continuo curtindo o momento. Sabia que a fumaça do cigarro ajudava a inebriar o ambiente e deixa-las mais relaxadas para o momento que estava por vir. E via cada vez mais a cera aderir aquelas carnes macias e juvenis.
Apago o cigarro no chão com os sapatos. Olhou fixos para aqueles corpos, levanto o "rabo do Diabo" e recomeço a chicoteá-las. Desta vez eu não contava. Elas sabiam que, nesta hora, mesmo com a dor de queimaduras brandas em suas peles, deveriam contar. Eu não me atinha aos números ali proferidos, e sim à sensação que sentia e atento a qualquer ruído semelhante à "Piedade!" da boca de alguma delas – aquela era a palavra e ponta final de que devo parar para não danificar minhas bonecas.
O suor começou a escorrer, mas não importava se pelo cansaço ou temperatura do quarto. Começo a dar pequenas risadas, e não posso esconder o sorriso do rosto. Vou com calma me divertindo com aquela sensação, e tomando fôlego no cheiro de secreções corporais de cada uma delas. Paro um instante. Apago as velas com um breve sopro. Retiro as presilhas nos dedos mindinhos. Volto à frente delas, desamarrou a máscara de Pamina. Para meu júbilo, estava chorando fortemente, olhos inchados e vermelhos. Lambo o rosto da pequenina, seguro seus cabelos e afago seu rosto. Ela sorriu de volta.
Um tapa forte em sua face e começo, com a outra mão, a abrir a calça. Enfio-lhe o caralho entre os lábios, e forçosamente obrigo-a a um boquete. Sem me importar muito com a respiração da garota, fui fazendo de forma frenética, até gozar. "Hoje ela pode me beber, o amanhã decido amanhã" sempre pensava. Deixo-as naquela posição mais alguma tempo, abro as portas, apago a luz e prendo o cão de guarda da casa, Akira.
Sento na sala e assistiu ao noticiário, enquanto ouço uma música, desta vez Vivaldi. Sirvo-me de um tira-gosto, enquanto com a outra mão faço carícias na gata, Ezna. Espero cerca de 2 horas (tempo dos noticiários que gosto de assistir duram) e volto à casa dos fundos. Abro a porta e, sem acender a luz, retiro a máscara de Almas Barbet, as velas das duas e guardou meus apetrechos no armário. Volto para dentro da casa, guardo a chave no baú, recoloco os itens, tranco a caixa e recoloco-a no armário. Volto para a casa dos fundos, retiro as amarras das duas e acendo a luz. Elas não conseguiam enxergar direito, pelo tempo no escuro, mas conseguiram me ver fitando o chão, no velho sinal de "limpem esta bagunça e deixem tudo brilhando" que eu sempre fazia.
Monjh
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Ainda meio cegas pela luz que invadia nossos olhos e com as pernas trêmulas depois daquela intensa sessão, Pamina e eu fomos imediatamente até um pequeno armário em um canto discreto da casa dos fundos, onde ficavam todos os materiais necessários para a limpeza de todos os apetrechos. Nosso Dono sempre gostou de tudo muito limpo. Pegamos o necessário para limpar tudo muito bem, e nos pusemos a obedecer aquela ordem silênciosa. Em um dado momento, enquanto Pamina e eu estávamos ajoelhadas no chão limpando, olhei para as costas dela e vi as marcas daquele dia. Imaginei como deviam estar as minhas próprias costas... Não tive muito tempo para especulações. De repente, sinto um puxão nos meus cabelos e escuto uma ordem mais enérgica Dele me mandando voltar imediatamente ao trabalho e sinto a corrêa, que antes prendia a calça em sua cintura, estalando em minha pele. Meu corpo já estava tão anestesiado de dor, que minha única reação foi abrir a boca, como que emitindo um gemido sem som. Ele não gosta de repetir a mesma ordem duas vezes, eu já deveria saber disso. E Ele inspecionava toda a limpeza bem de perto. Sério, observando cada movimento sem dizer nada. Cabia a Pamina e eu olhar para Ele de quando em quando, para ler em seu rosto se estavamos fazendo tudo do jeito certo. Depois de limpos todos os apetrechos usados naquele dia, já sabiamos que as próximas a serem limpas éramos nós mesmas, as suas bonecas. Na casa principal, Pamina e eu enchemos uma gostosa banheira, inicialmente, apenas com àgua morna para lavar bem nossos machucados. Nos sentamos lá dentro, e começamos a lavar uma a outra. Sempre sob a silênciosa e atenta vigilância Dele. Estava sempre interessado em ver como estávamos cuidando do que é Dele. Quando Pamina tocou minhas costas, uma senti uma lágrima quente rolar pelo meu rosto, mas sempre silênciosa, é claro. Pamina e eu lavávamos uma a outra com carinho e cuidado, sempre nos tocando com muita delicadeza. Mesmo quando o dono não estava, gostávamos muito daquele carinho na banheira. Era um momento de cumplicidade nosso. Ao término do nosso banho, arrumamos todo o nosso banheiro e fomos em direção a um outro banheiro que era só dele. Arrumamos tudo para um relaxante banho com massagens sabonetes e óleos especiais, tudo que ele mais gostava. Depois dos três devidamente limpos, escutamos a primeira frase em horas: "Hora do jantar, pequenas."Almas Barbet
Thursday, June 26, 2008
O Presente, Parte II
Abriu a porteira de entrada do chalé, passou com o carro,e a fechou de novo. Sabia que tinha de ganhar tempo, e sabia que não podia deixar evidência alguma do que acontecera ali até o devido tempo. Antes de tudo, comprou 1 toalha bem grande e 2 litros de gasolina em um frasco em um posto (“para possíveis eventualidades”, disse ao frentista). Ele pegou o carro e dirigiu norte, em direção a uma cidadezinha conhecida de data. Ele conhecia a região, e sabia dos locais de desova de cadáver. Sabia, também, dos cuidados que teria ao viajar, pelo patrulhamento da guarda florestal. Ainda se lembrava das rotas alternativas até o local, e assim o fez, tomando cuidado com possíveis guardas no caminho.
Não teve muitos problemas para lá chegar, e depois de quase uma hora de caminhada encontrou a vala. Foi duro caminhar todo aquele tempo, debaixo d’um sol quase baiano, com aquele peso na mala, além de um cutelo, a toalha e a gasolina. Posicionou a cabeça em cima da toalha, e bateu forte várias vezes, até que todo o maxilar se quebrasse. Juntou os pedaços do maxilar em um saco de lixo restante (junto de suas duas mãos e alguns fios de cabelo solto), posicionou os pedaços do corpo como lenhas em uma lareira e ateou gasolina no corpo e embaixo, afim de produzir tanto calor que o corpo ficasse irreconhecível. Teve, também, o cuidado de furar todo o corpo e encher de gasolina, para que queimasse, também, por dentro. Não queria evidências de nada que o pudessem incriminar.
Retornou ao carro, com os pedaços do maxilar e o frasco vazio de gasolina na mala, e seguiu de volta ao chalé. Como procurava ganhar tempo, não levou mais de 5 horas em cada trajeto, e chegou ao chalé antes de escurecer. Parou o carro perto da secretaria que administra o chalé que estava, pagou com o cartão dela e disse que ficariam até a manhã seguinte. Disse que ela (sem jamais dizer o nome – queria esquecer-se de tudo por ao menos momentos breves) pegou um pouco de friagem e estava bem indisposta, e que esperariam até a manhã seguinte para partir. Entrou no carro, se dirigiu até uma cidade mais ao sul e retirou o que pôde em um caixa eletrônico.
Passou a noite em uma pensão qualquer, somente para dormir em local diferente aquilo tudo. Procurava não pensar em nada, deixar sua cabeça vazia e se abster de qualquer emoção. Sabia que, agora, sua frieza era imprescindível. E, estranhamente, não acendeu um único cigarro nem mesmo saiu para uma única cerveja.
De volta à estrada, partiu rumo norte, em velocidade moderada, evitando os radares e postos policiais que desconhecia no caminho. Já perto das 3 da tarde, para em uma cidade qualquer e liga para casa, avisando que iria estender sua viagem mais alguns dias em algumas cidades em Goiás. Almoçou em um restaurante beira de estrada, lembrando de quando brincou com sua (agora ex) escrava na direção, fingindo ser mais atrapalhado que tudo no volante e só parando o carro em cima de uma ribamceira. Ao menos riu... E pagou a refeição e partiu.
Poucos antes de sair, notou que o celular dela tocava. Achou aquela a oportunidade perfeita: atendeu, disse que ela estava ocupada e não iria atender o celular até a próxima semana, pois estaria em viagem. Discutiu um pouco com a pessoa do outro lado da linha (pela voz e assunto, provavelmente alguém do trabalho dela), desligou e seguiu caminho. Já sabia até o que fazer.
Ele viajou até perto de Goiás e parou perto de uma antiga banca de fruta, já velha e totalmente destruída, em uma estrada estreita e de um cimento arrebentado que poucos usam no dia (ainda mais na noite), com a noite deixando tudo em uma incrível escuridão. Certificou-se de que não havia uma só alma viva ali. Colocou suas luvas, limpou todas as possíveis evidências digitais de que ele havia dirigido o veículo, apertou as mãos decepadas no volante (mãos estas que, agora, estavam secas e não mais pingavam sangue), na marcha, no banco do passageiro, na janela, na maçaneta do motorista, nas chaves e no maço de cigarros dela. Apertou a ponta do indicador direito em alguns botões do som do carro. Voltou com as mãos para dentro do saco. Descalço e andando na ponta de seus pés (tomando todo o cuidado possível para não afundar demais na terra), procurou bastante no mato à procura de um local afastado e sem traços de que alguém poderia ir até ali pelos próximos dias. Com cuidado, retirou o mato da terra até a raiz, abriu um buraco pequeno e fundo, enterrou o saco e tampou o buraco. Com todo o cuidado, reposicionou o mato em cima para que ninguém notasse a remoção de terra (usando a luz do celular de lanterna para se certificar) e isolou o frasco vazio de gasolina em um açude próximo já cheio de lixo.
De volta ao carro, sentou-se no banco do passageiro, pegou seu canivete e, com cuidado, cortou seu rosto de modo a escorrer sangue no carro e ao chão, simulando um seqüestro. Guardou o canivete, abriu a porta e, com todo o cuidado, posicionou a cabeça próxima ao capô do carro e a bateu com força. Ainda descalço, repetiu os passos que fez para enterrar as mãos e o maxilar dela e apagou, com todo o cuidado possível, seus rastros e, de volta ao carro e ainda descalço, fez passadas pesadas a simular pessoas indo ao carro. Já quando pisou no asfalto, foi ao porta-malas e pegou chinelos dele e botas dela.fez o mesmo com os chinelos (mas na porta do motorista desta vez). Limpou bem os pés no asfalto e em outras partes ali (mas tomando todo o cuidado para não deixar evidente que limpou os pés), entrou no carro pelo porta malas e, com dificuldade pelo tamanho diminuto das mesmas, calçou as botas, retirou as chaves, e simulou a passada dela para fora do carro, rendida. No asfalto, entrou da mesma forma no carro, tirou as luvas (e as colocou no bolso da jaqueta), pegou em todas as partes que poderia pegar no carro durante o percurso e no advento do seqüestro, calçou seu tênis e fez o mesmo, imaginando como ele iria se portar e o peso de seus pés quando ele recebeu a batida na cabeça no capô do carro.
Recolocou as luvas, abriu com cuidado o porta malas do carro (deixando lá as chaves), abriu, remexeu lá dentro com as luvas, pegou o que poderia parecer ter valor e o restante dos sacos de lixo e partiu. Andando, colocou todos os objetos (inclusive os outros sacos) em um dos sacos de lixo e se dirigiu até a estrada. Sabia que nenhum motorista iria lhe dar carona àquele momento, então somente pegou a estrada até Belo Horizonte e andou. Quando achou que já tinha andando o suficiente e estava do lado de uma ribamceira (que mais parecia um precipício), isolou o saco de lixo e continuou o trajeto. Evitou fumar todo o trajeto.
Na parte da manhã conseguiu carona com um caminhoneiro, e parou na cidade. Morto de sono e suando bicas, parou em um brechó do centro, comprou roupas, parou em uma pensão, tomou banho e dormiu. Já de manhã(quando acordou), ligou para alguns contatos e providenciou carteira de identidade falsa e uma viagem até Irlanda. Como o dinheiro não era suficiente, teria de trabalhar longos meses lá até sanar a dívida. Mas, para ele, já não importava mais. O que importava já fora perdido.
Até hoje ele vive na Irlanda, pensando o que poderia ter acontecido se sua cadela não tivesse dormido no chão frio e com algemas tão apertadas.
Tuesday, June 03, 2008
Orquestra cacofônica
Não gostava da maioria dos que ali bebiam, era avesso à ignorância e adepto da voz branda. Rabugento, preferia não conversar e evitar outra passagem na polícia. Ainda assim calmo, o suficiente para não se deixar incomodar pelo barulho e odores nada agradáveis de todos os que lá estavam. Era quase um transe o que fazia – os gestos mecânicos, o olhar cerrado, o isqueiro e o maço na mesa, a fumaça do cigarro nos olhos, a cerveja descendo garganta abaixo... Naquele instante não via mais o barulho e o asco do local, somente a si e o show. Poderia ficar por horas a fio, se o show assim o fosse. Poderia ficar naquela espelunca até amanhecer, se permanecesse aberto. Poderia beber toda a cerveja e fumar todo o cigarro sem qualquer embriaguês ou alteração respiratória, contanto que seu show estivesse a seu alcance. A sensação, para ele, era como assistir a uma orquestra. E o primeiro ato logo iria se iniciar.
A cortina se abriu, e ele viu a jovem. Estranhou toda a roupa, toda a pompa, todos os acessórios. Estranhou a maneira que ela caminhava. Estranhou a música que tocou quando abriram as cortinas. Estranhou outra coisa principal: ela não sabia rebolar, sabia dançar. Ela pisava suave, mexia seu corpo com graça, possuía uma leveza nas mãos e olhar que era insuperável. Ainda, sorria de tal forma, com tamanha paixão, que parecia dançar n’um teatro de Berlim, ao som de belas melodias de fagotes, oboés, violinos e cravo, para uma platéia que assistia ensandecida e muda pela performance. Parecia que o mundo girava ao redor da pequena.
Mas o que ela fazia ali, então? Dançando para vagabundos, bêbados, tarados e cafetões? Tamanho talento poderia facilmente encontrar porto em um teatro, conservatório ou mesmo universidade! Que ela tanto fingia satisfação estando ali? Por que se rejeitar daquela maneira, sorrindo e dançando enquanto fugia dos gracejos e toques dos bêbados, soltando leves gritos acompanhando a música? Aquilo tudo parecia um sonho. Lembrava um estupro, um sopro de pó de vidro nos olhos de um mudo. Era difícil se concentrar no show, ouvindo cada vez mais alto o grito dos bêbados e as palavras e gestos nada sutis que cada um deles soltava.
Resolveu esquecer do show, comer sua porção de carne. “Nem eu gosto de tão mal-passado!”, pensou ao mastigar a carne sangrando, enquanto seus olhos se voltavam lentamente para o palco, e continuava descrentes no espetáculo de Sodoma: uma criança solta em uma jaula de hienas famintas. Os gritos eram tantos, e a garota parecia nem ouvir. Muitos começavam a se agitar, gritando por nudez ou qualquer outra forma de entretenimento barato e pornográfico, e alguns começavam a atirar comida, garrafas e outros objetos no palco. E a garota nem se mexia incomodada.
Então ele vê um copo atingindo a pequena em cheio. Ela caiu de uma vez, sentada, com o rosto sangrando. “É, as hienas comeram sua vítima viva...”, ele pensou, enquanto via a garota correr, aos prantos, para fora do local, fugindo pela parte interna do puteiro.
“...E a carniça se veste de hiena” ele falou baixo, quando viu a mesma dançarina outra vez naquele local. Dançando cada vez mais apropriadamente ao que fingia ser.
Monday, May 12, 2008
Da dança e do retorno
O espaço era tosco - mesas velhas e quebradas, acompanhadas de homens ainda mais velhos e sujos, com um olhar de deboche e insensíveis a qualquer noção de ridículo compunham o ambiente. O cheiro d'algum destilado ruim e forte exalava do cenário ébrio, junto de uma sensação nauseante e uma repulsa forte em permanecer ali por mais tempo do que o estritamente necessário. Era como se os dedos de todos pudessem tocar a mediocridade do momento, daquela sensação de podre e inaptidão. Talvez um cheiro forte, negro e incrivelmente angustiante.
O canto prosseguiu em seu momento exato, seguida da dança e dos sorrisos soltos. Sua concentração tentava prosseguir absoluta, quase abafada pelos gritos de "gostosa" e outros termos jocosos dos bêbados locais. Certamente a jovem não almejava tal público e local quazndo iniciou seus estudos de canto e dança, mas as oportunidades não são para poucos. E aquele era seu show! Ninguém irá estragá-lo com brincadeiras de mau gosto e termos chulos!

E mais um giro, mais um sorriso, mais um verso a cantar. E para cada gracejo, um sorriso; para cada tentativa de agarrar-lhe, um giro e uma dança; para cada sensação de nojo de toda aquela cena, um canto forte e mais amargurado. Procurava, de todas as maneiras, enganar seu senso de ridículo e amor-próprio, que a passos curtos galgaria o estrelato, e em pouco se apresentaria nos grandes teatro. As lágrimas eram abatidas, em cada mão que se aproximava dela, em cada xingo que ouvia, em cada segundo que ali permanecia. E foram os segundos finais de sua apresentação e toda sua música.
Um copo, de uma bebida tão suja que lembrava vômito, atingiu-a na cabeça, sangrando-lhe acima da sobrancelha e sujando-a toda. Ela ainda tentou ignorar a situação, mas o ridículo de tudo não pôde ser ignorado: em prantos, deixou o palco.
E as contas não pagas, a vontade de dançar e não ter mais a quem recorrer fizeram a realidade cumprir seu papel e retornar a bailarina ao local...Monday, April 28, 2008
Meus oito desejos
1. Arrumar minha própria casa (e fazer o povo daqui tomar noção)
2. Lançar todas as minhas pesquisas (só 2, a priori).
3. Conhecer Irlanda, Inglaterra, Canadá, Rússia, Alemanha, França, Itália... Madagascar!
4. Uma CB 750cc. Mas uma CB 500cc já me deixa feliz.
5. Que algumas pessoas tomassem noção da vida. E não incomodassem mais quem não quer papo.
6. Ainda planejo ganhar na loteria.
7. Tirar logo a licença de arma, entrar pra Polícia federal (só esperando sair a graduação - contatos sobre a época das provas de cargos específicos já tenho) para arrumar minha Taurus 9mm.
8. Se tudo der certo, um Shelby Cobra
vou repassar para Iza, Raysla, Dani, lisiê e Amar.
Haaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
Monday, April 07, 2008
...
Me cansa ignorar, dizer que está tudo bem quando me vejo destruído, sem forçar, sem vontade de gritar. Um desânimo, um convite de meu velho conhecido Escárnio, ardor sempre presente, titubeando entre toda ascensão e queda que um império pode possuir.
Ainda assim, estou seguindo adiante. Talvez iludido com a esperança de algo melhor, talvez com medo de desistir, talvez com a certeza do agora prosseguir ad aeternum...
Todo dia é uma nova batalha, uma guerra desenfreada contra esse sentimento eterno de decepção e abandono interior. Todo dia é a mesma certeza da lágrima e o andar seco para não padecer frente a meu algoz: eu.
E não quero ouvir condolências. Não tenho pena de ninguém, nem de vocês. Este é meu desabafo, respeitem meu espaço.
Monday, March 24, 2008
Dream Theater - Peruvian Skies
I swear he's gonna murder that poor kid
Wait, I hear it again
Don't turn on the lights until we
Hear the way it ends
Under Peruvian skies
Vanessa regretfully waits
The story unfolds in her eyes
Where midnight hysteria's
No big surprise
Battered and bruised
Always confusing
The love that she's losing for hate
Poor Vanessa
Poor, poor Vanessa
Hey, I hope you know
I'm taking all of this with me when I go
Shame, you're not to blame
I'm the monster you created
In your daddy's name
Under Peruvian skies
Vanessa regretfully waits
The story unfolds in her eyes
Where midnight hysteria's
No big surprise
Battered and bruised
Always confusing
The love that she's losing for hate
Poor Vanessa
Poor Vanessa
Terror by night
Liar by day
Telling her secrets
Won't take them away
Under Peruvian skies
Vanessa regretfully waits
The story unfolds in her eyes
Where midnight hysteria's
No big surprise
Battered and bruised
Always confusing
The love that she's losing for hate
Wednesday, March 19, 2008
Portishead - Sour Times
The fallacies of morning rose,
Forbidden fruit, hidden lies,
Curtises that I despise in me
Take a ride, take a shot now,
Cos nobody loves me, it's true,
Not like you do
Covered by the blind belief,
That fantasies of sinfull screams,
Bear the facts or soon will die,
End the vows no need to lie
Enjoy
Take a ride, take a shot now,
cos nobody loves me, it's true,
Not like you do
Who oo am I, what and why
cos all I have left is the memories of yesterday,
Ohh the sour times
cos nobody loves me, it's true,
Not like you do
After time the bitter taste,
Of innocence decent or race
Scattered seed, buried lives,
Histories of our disguise,revolve
Circumstance will decide
cos nobody loves me, it's true,
Not like you
Nobody loves me, it's true,
Not like you... do...

